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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

RAID - O que é RAID, tipos de RAID, como escolher o tipo de RAID


Bom vou falar hoje sobre RAID!



Sei que é um assunto que parecer fácil, mas que as vezes nos coloca a margem de que tipo de RAID devemos escolher, qual o melhor ou qual irá me atender melhor.

Vamos primeiro ao tradicional, a tradução:

RAIDRedundant Array of Inexpensive/Independent Disk - Ordem redundante de disco independente (Hã???).

Basicamente, temos vários discos físicos fazendo com que de alguma forma (por hardware ou software) estes discos sejam apenas um e com um tamanho mais que apenas um disco individual.

Exemplificando:

 Podemos ter uma gaveta de discos, contendo 10 discos de 100GB. Se formos somar tudo isso temos o total de 1TB. Pegando como exemplo um RAID 0 que não tem discos para redundância ou paridade, neste caso vamos chama-lo de hotspare, teremos este espaço total.
 Usando um outro tipo de RAID, algum ou alguns discos serão necessários para fazer a paridade e assim se tornar(em) discos de hotspare, caso algum disco ativo em produção falhe, este outro disco irá assumir a posição ativa, garantindo integridades dos dados e continuidade dos dados.

Acho que aqui já deu para ter uma idéia de como funciona a questão do RAID quanto a espaço supostamente físico como proteção e discos designados para proteção.

Vamos agora explicar alguns tipos de RAID:

- RAID 0: Você precisa no mínimo dois discos para este tipo de RAID.
 Sendo que algumas vantagens será em relação a performance, pois ele usa o conceito de strip que são os dados espalhados pelos discos, então quando é necessário fazer acesso a determinada informação ele tem o acesso mais rápido e eficaz.
 No entanto a desvantagem do RAID 0 fica em relação a não possuir paridade e não possuir redundância. Caso algum disco venha a falhar, o volume que estiver configurado ficará indisponível e com perda de dados. 
 Para este tipo de RAID, devemos manter dados que não são de forma alguma críticos. 
 Como uso recomendo cache de algumas aplicações, cache de browser, dados de memória, enfim algo que se você perder não fará nenhuma falta.

RAID 1: No mínimo dois discos também. Porém um dos discos será destinado para mirror. Então se formos utilizar dois discos de 200GB, não teremos um total de 400GB de espaço, teremos apenas 200GB. O outro disco será o par redundante, tendo os dados do HD1 espelhado para este HD2.
 No uso do RAID 1 temos a perda de espaço que conseguiríamos dois discos, porém temos a certeza de que caso um disco falhe nossos dados estarão íntegros não impactando no nosso sistema que faz uso deles.

RAID 5: Mínimo de três discos.
 Neste caso vamos pegar como exemplo três discos de 100GB. Como espaço útil teremos 200GB e o terceiro disco de 100GB para fazer a paridade dos dados. Caso o disco 1 venha a falha, através de um cálculo ele consegue fazer o uso dos dados normalmente sem perda.
 Com o RAID 5, temos ganho em relação a performance pois os dados também são armazenados de forma espalhada, temos mais discos para leitura/escrita, podendo assim atender mais demandas de I/O, no entanto eleva o custo na compra dos discos para poder atender os quesitos de espaço e de proteção.

Os tipos de RAID àcima são os mais comuns, porém hoje podemos fazer algumas combinações de RAID que estão sendo muito utilizadas hoje em dia. Vamos a elas:

RAID 6: De forma semelhante ao RAID 5, porém com uma paridade à mais. Precisamos com isso um mínimo de 4 discos.
 No RAID 6 podemos ter a falha de até dois discos e mesmo assim termos nossos dados íntegros e acessíveis.
 Continuaremos com o ganho de performance, atendimento das solicitações de I/O bem como a idéia de que como no RAID 5 temos um custo maior, pois vamos precisar de um disco à mais de paridade.

RAID 10 (1+0 ou 0+1): Também requer um mínimo de quatro discos, com a vantagem de neste termos o strip dos dados e o mirror.
 Resumindo, os dados são espalhados nos discos primários e espelhados nos discos secundários.
 Ótima performance para aplicações que necessitam de altas cargas de I/O e ainda com a vantagem da proteção dos dados.

RAID 50: Mínimo de seis discos, sendo que aqui temos a paridade dos dados e o strip. Ganho na performance também e na proteção dos dados.

RAID 60: Oito discos como mínimo requerido. Sendo para a dupla paridade e strip dos dados. 

Temos também RAID 2, RAID 3, RAID 4 ... Porém, falei dos principais e de algumas variações em relação aos RAIDs convencionais. 

Lembrando que podemos ter as configurações de RAID por hardware como por software e cada uma tendo sua característica de configuração, melhora do desempenho, e por aí vai.

IMPORTANTE:

 Na hora de escolhermos um tipo de RAID, temos que saber, conhecer, ou mesmo termos a especificação de como aplicação que irá utilizar funciona, o quanto os dados que estão neste equipamento são importantes. Isso é fundamente na tomada de decisão.
 Claro que devemos levar em conta o quanto temos disponível para investimento ($$) na compra de tais recursos, mas nunca esquecendo que certas escolhas, inclusive em economia podem causar gastos maiores no futuro ou perda de crescimento gradativo.

 Não temos como fazer uma "receita de bolo" quanto ao que é melhor usar de RAID, mas temos as recomendações como da própria Oracle do que eles recomendam para uso do seu banco de dados, com certeza temos uma recomendação da Microsoft para o SQL, para as aplicações Linux, Windows.

Até a próxima.

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