Fala pessoal, tudo bem?
Hoje vamos falar de uma coisa que parece simples, mas que muita gente só lembra quando já é tarde demais.
Backup.
É muito comum ouvir:
"Meus arquivos estão seguros porque estão no HD."
Ou:
"Eu tenho tudo no computador."
Ou ainda:
"Está tudo no Google Drive, então estou tranquilo."
Mas existe uma diferença importante entre ter uma cópia e ter uma estratégia de backup.
E essa diferença pode ser enorme.
Ter os arquivos não significa ter backup
Imagine que você tenha um notebook com todas as suas fotos.
Você nunca fez backup.
Um dia o SSD apresenta defeito.
O computador não inicia.
Seus arquivos desapareceram.
Você não tinha backup.
Agora imagine outra situação.
Você mantém os arquivos no notebook e também sincroniza tudo automaticamente com uma pasta na nuvem.
Parece perfeito.
Até que você apaga acidentalmente uma pasta inteira.
A sincronização faz exatamente aquilo para o qual foi configurada:
Apaga os arquivos também na nuvem.
Você tinha uma segunda cópia.
Mas ela não necessariamente funcionava como backup.
Backup precisa considerar recuperação
Um bom backup não deve responder apenas:
"Tenho uma cópia?"
A pergunta correta é:
"Se eu perder meus dados agora, consigo recuperá-los?"
Essa diferença muda completamente a forma de pensar.
Precisamos considerar:
Onde está a cópia?
Quando ela foi criada?
Quantas versões existem?
Por quanto tempo são mantidas?
Posso recuperar arquivos individuais?
Consigo restaurar o sistema inteiro?
O backup também pode ser apagado por um invasor?
A famosa regra 3-2-1
Uma estratégia bastante conhecida é a regra 3-2-1.
Ela significa manter:
3 cópias dos dados
2 tipos diferentes de mídia
1 cópia fora do ambiente principal
Por exemplo:
Cópia 1:
Seu computador.
Cópia 2:
Um HD externo.
Cópia 3:
Armazenamento em nuvem.
Nesse cenário, um problema em um único local não necessariamente destrói todas as cópias.
E existe outro problema: ransomware
Imagine uma empresa que possui seus arquivos em um servidor.
O servidor é comprometido por ransomware.
Os arquivos são criptografados.
Agora vem a pergunta:
"O backup está protegido?"
Se o backup estiver conectado permanentemente ao mesmo ambiente e o invasor conseguir acessá-lo, ele também pode ser comprometido.
Por isso, backup precisa fazer parte da estratégia de segurança.
Não basta simplesmente "copiar os arquivos".
Backup também precisa ser testado
Esse talvez seja um dos pontos mais esquecidos.
Você pode fazer backup todos os dias.
Pode ter dezenas de cópias.
Pode ter uma solução caríssima.
E ainda assim descobrir, no momento da emergência, que não consegue restaurar.
Por isso existe uma regra simples:
Backup que nunca foi restaurado é uma promessa, não uma garantia.
É importante testar.
Restaurar um arquivo.
Restaurar uma máquina.
Testar uma base de dados.
Validar permissões.
Medir quanto tempo demora.
Verificar se os dados realmente estão íntegros.
RPO e RTO
Em ambientes profissionais aparecem dois conceitos muito importantes.
RPO — Recovery Point Objective
Responde:
"Quanto de informação podemos perder?"
Se o RPO for de 1 hora, perder até uma hora de dados pode estar dentro do limite definido.
RTO — Recovery Time Objective
Responde:
"Quanto tempo podemos levar para recuperar?"
Se o RTO for de 4 horas, o ambiente precisa voltar a funcionar dentro desse período.
Perceba que backup, recuperação de desastre e continuidade de negócio estão diretamente relacionados.
O maior erro é pensar somente no hardware
Quando alguém fala:
"Meu computador queimou."
A preocupação normalmente é comprar outro.
Mas e os dados?
O equipamento pode ser substituído.
Os dados podem não.
Por isso, backup não deveria ser tratado apenas como uma tarefa de informática.
É uma estratégia de continuidade.
Seja para fotos pessoais, documentos, projetos ou sistemas corporativos, a pergunta deveria ser sempre:
O que acontece se eu perder tudo amanhã?
Se a resposta for "não sei", talvez seja hora de revisar sua estratégia de backup.
Abs e até a próxima.
:wq!



























